A tristeza abate-se sobre mim, o que fomos já não somos. Não
há conversas, não existem risos, nem brindes, nem sorrisos, nem desabafos, nem
partilhas.
Ainda lutei para que o nosso caminho não fosse este, mas não
me deste hipótese e cheguei ao ponto que tive de desistir para poder ser algo
parecido com feliz.
Sinto falta da nossa amizade, da nossa cumplicidade. Mas a
vida levou-nos para caminhos distantes, apesar de só nos separar 2 portas e
meia dúzia de escadas a distância e a frieza entre nós é tanta que é impossível
algum dia voltar-mos ao mesmo lugar.
Estive aí quando precisaste, dividi contigo muita coisa,
dei-te a minha amizade e tudo o que ela contempla (posso não ser muita coisa,
mas boa amiga eu sei ser), humilhei-me e quando tudo na minha vida desmoronou e
a morte parecia uma hipótese viraste-me as costas e ainda disseste que eu era a
culpada por me sentir assim. Não fazes ideia do que passei até hoje (há
segredos que não se contam) e passo. Apontaste-me o dedo quando o que precisava
era de compreensão e um abraço, foste frio e duro quando eu precisava de
carinho, e viraste-me as costas quando precisava que olhasses por mim.
Enfim… acabou.
Não te guardo ressentimento, só boas memórias e a
compreensão de que não és suficientemente maduro para saber como actuar numa
situação como à que passei e passo e que nem sequer compreendes o que isto é.
Falta-te dor e problemas e ainda bem que assim é. Sê feliz no teu paraíso em
que os teus maiores problemas são saber a que horas sais de casa para ir ter
com a D.